segunda-feira, 13 de junho de 2011

VIDA NOVA PARA FLORA


A história da FLORA é igual a tantas outras que encontramos no dia a dia de protetoras. Acolhida bebê, todos lhe davam atenção, afinal filhotes são lindos, não? Mas Flora cresceu e foi ficando "desinteressante", até que a jogaram na rua. Com um amor tão grande pela família que ela imaginava ser verdadeiramente sua, ficava na calçada, em frente aquilo que sempre conhecera como sua casa, esperando alguém aparecer. Quando escutava qualquer barulho, equilibrava-se nas patinhas traseiras na esperança que a deixassem entrar.

O amor da Flora, sua ingênua insistência, incomodou àquela família, e na frieza tão característica de quem não se importa com os animais, foi amarrada por um cordão no pescoço e levada para o CCZ. No abandono e desespero que aquele lugar representam, na falta que sentia da sua família, fiel e determinada, conseguiu fugir e inocentemente voltou. Na rua, sofrendo com as chuvas, o cordão molhado no pescoço causou-lhe uma micose. Para os "donos", este era o motivo de não acolhê-la novamente.

A dedicação e insistência da Flora tocou nossas protetoras, Gertrudes e Vera. A espera por uma nova família tinha que valer a pena. Era absolutamente necessário que se retribuísse este amor
tão puro. Ela precisava ser notada, respeitada, e acima de tudo, sentir-se segura e amada.

Aqui está nossa linda FLORA, esterilizada, vacinada e curada da micose, com uma família maravilhosa e digna, bem adaptada, amada e cheia de mimos.

Obrigada Simone por acolher mais um anjo na sua casa, a Flora será
eternamente grata e nós, porque sabemos que ela encontrou a família
certa.

domingo, 12 de junho de 2011

ADOÇÃO SEM PRECONCEITO



O amigão da foto é um super-vencedor. Foi socorrido pela protetora Tó quando era torturado por uma "bicheira", resultante de um ferimento de origem desconhecida. Os que se diziam seus "donos" nunca lhe prestaram socorro. Mas se um vencedor tem que ter sorte também, encontrou uma protetora que nunca ficaria indiferente ao seu sofrimento. Seu estado de anemia impôs-lhe a necessidade de uma transfusão de sangue; a equipe da Clivet foi mais uma vez brilhante. Após quase dois meses de tratamento, saiu da clínica para o melhor lar que poderia ter. Sorte novamente? Foi adotado pela nossa pequena grande protetora Amanda, que já tinha acolhido um cão muito querido, vira-lata legítimo, nosso amigo fiel. É lindo ver o passeio dos dois pela Praça da Sé!!! À família que ama sem preconceito...nosso eterno obrigado!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

LUZ VERDADEIRA

Nosso herói Victório

Victório e Vera

Com o Dr Stepherson

Em tratamento

Victório no momento do socorro

PROTETORAS E PROTETORES ENCONTRAM DIARIAMENTE HISTÓRIAS DE ABANDONO E MAUS-TRATOS. ANIMAIS ATROPELADOS VAGAM DIAS E DIAS SEM NENHUM SOCORRO. SENTEM DOR, MEDO, FOME, SÓ CONHECEM O SABOR DA INDIFERENÇA. NOSSO HERÓI DE HOJE RECEBEU O NOME DE VICTÓRIO. FOI SOCORRIDO, APÓS UM ATROPELAMENTO, POR UMA PROTETORA QUE O ACOLHEU E DEU-LHE AMOR E DIGNIDADE. IDOSO, COM AS MARCAS DAS BARBARIDADES TÃO PRESENTES NESSA RELAÇÃO QUASE SEMPRE DESIGUAL ENTRE ANIMAL E HOMEM, COM TODO O PERFIL QUE REFORÇA AS ESTATÍSTICAS DO ABANDONO, SEU JEITO SERENO PARECIA ESPERAR COM PACIÊNCIA E RESIGNAÇÃO O MOMENTO DE SER VERDADEIRAMENTE FELIZ. O ANJO QUE O RECEBEU TEM O NOME QUE SIGNIFICA “LUZ VERDADEIRA”. NÃO SE SABE POR QUANTOS DIAS FOI IGNORADO, MAS SABEMOS DOS DIAS QUE TERÁ PARA SER AMADO. E NÓS...BEM, FORTALECEMO-NOS COM HISTÓRIAS DE AMOR E FINAL FELIZ, COMO A DE VERA E VICTÓRIO.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

FINAL FELIZ PRA KAKITA

De volta para família

Com Dr. Stepherson Teles

Atropelada na pista do Lameiro, Kakita esperava pacientemente por
socorro. Após um chamado, fomos até o local.

Para nosso espanto, Kakita foi levada pra casa e colocada em cima de sacos plásticos onde, com certeza, não resistiria aos ferimentos.

Após tratamento e dedicação do médico veterinário Dr. Stepherson, eis a Kakita, feliz! Ela está de volta à sua família, agora mais consciente da responsabilidade e cuidados que um animal precisa.

Todos os dias, cães, gatos, jumentos, cavalos e muitos outros animais são atropelados em vias públicas ou rodovias. Alguns por acidente, outros por pura indiferença. Poucos são socorridos. Só um pequeno número tem a sorte da Kakita.

A omissão de socorro, além de uma brutalidade, é crime. Pra nós, foi importante fazer parte desse final feliz. VIDA pra nós não tem preço.

domingo, 23 de maio de 2010

Espera pra amar

"Cindi tem uma incrível história de resistência. Poderia ter morrido, mas foi salva por uma protetora e teve seu tratamento pago integralmente; mesmo assim, era quase certo que ficaria paralítica. Nossa Cindi persistia, nossos veterinários persistiam, nossa protetora em Juazeiro persistia, pagando-lhe o tratamento. Nós, da Aprov, tentaríamos sua Adoção. Como seria difícil a adoção de uma cadelinha especial. Uma cadeirinha de rodas teria que lhe ser adaptada. Nem sei ao certo quanto tempo ficou na clínica. Mas justo quando seria feito o teste de uma cadeira para sua locomoção, Cindi começou a demonstrar força nas patas traseiras. Voltou a andar. Teve alta. Ganhou um lar temporário com a Aprov. Cindi agora esperava adoção e um lar para receber o amor pelo qual tinha lutado."

Todos os nossos animais ganham o orkut ou chegam aqui no blog. Não sei porque não tirei foto da Cindi. Nunca entendi o que seus olhos queriam me dizer. Talvez, eles dissessem algo para alguém; outra protetora quem sabe? Isso, só ela poderia compartilhar conosco. Talvez, essa fosse a foto que esperava por mim.

*Cindi foi adotada na manhã de domingo, 23 de maio, pela protetora Gertrudes cujos óculos escuros esconderam-lhe as lágrimas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"EI, OBRIGADA POR NÃO CORTAR MINHA ORELHINHA"



“Nossa! Minha história é uma história! Logo que nasci fui tirada da minha mãe e vendida, para alimentar capricho de adolescente; só que eu era uma criança, que futuramente ia crescer e ficar forte. Dito e feito, quando isso aconteceu, percebi que ali não seria mais o meu lar. A minha dona logo tratou de procurar alguém para ficar comigo, pois não podia mais ficar com um animal “danado” dentro de casa e seu filho já não demonstrava tanto interesse por mim. Mesmo assim, fizeram todas as minhas vacinas. Um belo dia, minha dona procurou a polícia para que eu fosse doado. Olha só, quase me tornei uma policial, mas o comandante também não podia ficar comigo; apesar disso, foi pessoalmente procurar protetoras e protetores da APROV. Precisava, então, encontrar um lar com dignidade, aquela família estava prestes a viajar e sabe Deus qual seria meu destino (amarrada, sozinha, em um quintal vazio e sem conforto). A protetora Tó logo espalhou a notícia e foram aparecendo pessoas legais. Alguns foram me conhecer e me amavam a primeira vista, mas como criaram um mito de que somos ferozes, nem todos se candidataram a me adotar, principalmente as mulheres. Tó não desanimou e depois de incansável luta, o senhor Rildo apaixonou-se por mim e foi recíproco e deixamos a protetora muito, muito feliz. Enfim, quando pensei que estava adotada, percebi que tinha alguém nessa família com medo de mim, justamente pela aquela fama que minha raça pegou. Porém, meu segundo dono Rildo foi companheiro e responsável e conseguiu um colega de trabalho que gostou de mim e quis ficar comigo. A minha protetora, claro, fez várias exigências e permitiu que eu fosse entregue para o novo dono. Ufa, aqui estou eu: adotada e feliz. Ei, e com orelha”.

Muitos animais tem uma história parecida com o de Aquila. Quando filhotes, encantam crianças. Os donos, ah, os donos, esquecem que eles brincam, são super-ativos quando crianças, crescem, adoecem, precisam de cuidados e principalmente de atenção. Que podem viver, se bem cuidados, dez, doze anos. Enfim, esquecem que ali chegou um novo membro da família. Por isso, a APROV estimula a idéia da adoção solidária, mas responsável. Observar, na foto, que Aquila não tem a orelha cortada. Parabéns aos antigos donos; a chamada "conchectomia" (corte de orelha) foi proibida através de Resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dudinha - 426 dias de alegria


Dudinha, manhoso e feliz!!!

“Miau, miau. Me chamo DUDA (Dudinha), nascido em 25 de maio de 2008, de uma família de 05 irmãos . Fui levado para a cidade, com meu irmão Adonis; a minha protetora e dona da minha mãe Netinha nos trouxe. Eu fui morar com Fidel e Adonis ficou nossa protetora Tó. Fomos criados com muito amor e carinho. Estou aqui, através da minha protetora, para relatar o quanto somos vítimas de gente má, egoísta e insensível. Sempre fazia meu passeio noturno, nada longo, apenas ficava na calçada, mas logo voltava para minha casa. Já era costumeiro, mas no dia 24 de julho de 2009 fui mais uma vítima da perversidade que rodeia seres puros, inocentes e que apenas pedem amor. Como de costume, fui fazer meu passeio, mas encontrei algo que colocaram no meu caminho; eu inocente, não fazia idéia do que era e comi. Logo percebi que não era algo bom, pois imediatamente fiquei desesperado e fui correndo para minha casa, onde tratei de me esconder com minha agonia e dor. Minha dona percebeu e ligou para minha protetora que prontamente tentou me socorrer. Deram-me massagem, vomitei, todos acharam que era apenas um capim na minha garganta. Já era noite e tratamos de dormir, mas eu não estava bem; mesmo assim, resisti a noite. Na manhã do sábado, 25 de julho, minha protetora me levou ao médico. Tomei remédio e aparentemente bem, fui levado de volta para minha casa. À tarde tive uma recaída e imediatamente, voltei ao veterinário; apesar de fazerem de tudo, o veneno que corria nas minhas veias era mais forte que eu e todos os esforços das pessoas. Sei que tentaram, fizeram de tudo, mas nada adiantou. Faleci em 25 de julho e quero através da minha protetora, que está com os olhos cheios de lágrimas e com o coração ainda com revolta, agradecer os meus apenas 426 dias de vida, que foram bons e que poderiam durar até o fim natural da minha vida e não com um fim tão curto e doloroso.”

Duda era um gato lindo, espero e maravilhoso, mais uma vítima de muitas que acontece em nossa cidade, o envenenamento por pessoas amargas e egoístas, pois ele era um animal que não fazia mal a ninguém, apenas dava prazer a seu dono, Fidel e a mim, Antônia. Que Deus tome conta desse tipo de gente. Amém e vai em paz, Dudinha, agora você está sem dor e longe de pessoas ruins, mas vai estar sempre no coração de quem te amou em vida e vai amar para a eternidade. Saudades eternas do seu jeito moleque (Antônia).